segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O SERVO FELIZ



"Certo dia, chegaram ao céu um marechal, um filósofo, um político e um lavrador. Um Emissário Divino os recebeu.


O suposto grande marechal, aproximando-se, disse:  
-Mensageiro do Comando Supremo, venho da Terra     distante. Conquistei muitas medalhas de mérito, venci numerosos inimigos, recebi várias homenagens em monumentos que me honram o nome.
- Que desejas em troca de seus grandes serviços? Indagou o Enviado.
- Quero entrar no Céu. O Anjo, porém, respondeu sem vacilar:
-Por enquanto, não podes receber a dádiva. Soldados e adversários, mulheres e crianças chamam-no insistentemente da Terra. Verifique o que alegam de sua passagem pelo mundo e volte mais tarde.

O filósofo acercou-se do preposto Divino e disse:
-Anjo do Criador Eterno, venho do acanhado círculo dos homens. Dei às criaturas muita matéria de pensamento. Fui laureado por academias diversas. Meu retrato figura na galeria dos dicionários terrestres.
- Que pretendes, pelo que fizestes? Indagou o Emissário.
- Quero entrar no Céu.
- Por agora, porém – respondeu o Mensageiro sem titubear, - não lhe cabe a concessão. Muitas mentes estão trabalhando com as idéias que você deixou no mundo e reclamam-lhe a presença, de modo a saberem separar-lhe os caprichos pessoais da inspiração sublime. Regresse ao velho posto, solucione seus problemas e retorne oportunamente.

O político tomou a palavra e acentuou:
- Ministro do Todo Poderoso, fui administrador dos interesses públicos. Assinei várias leis que influenciaram meu tempo. Meu nome figura em muitos documentos oficiais.
- Que pedes em compensação? Perguntou o Anjo.
- Quero entrar no Céu.
- Por enquanto , não podes ser atendido. O povo mantém opiniões divergentes a seu respeito e inúmeras pessoas pronunciam-lhe o nome com amargura. Esses clamores chegam até aqui. Retorne ao seu gabinete, atenda às questões que interessam-lhe à paz íntima e volte depois.

Aproximou-se, então o lavrador e falou, humilde:
- Mensageiro de nosso Pai, fui cultivador da terra... plantei o milho, o arroz, a batata e o feijão.. Ninguém me conhece, mas eu tive a glória de conhecer as bênçãos de Deus e recebê-las nos raios do sol, na chuva benfeitora, no chão abençoado, nas sementes, nas flores, nos frutos, no amor e na ternura de meus filhos amados...
O Anjo sorriu e disse: - Que prêmio desejas?
O lavrador pediu, chorando de emoção:
- Se nosso Pai permitir, desejaria voltar ao campo e continuar trabalhando. Tenho saudades da contemplação dos milagres de cada dia... A luz surgindo no firmamento nas horas certas, a flor desabrochando por si mesma, o pão a multiplicar-se... Se puder, plantarei o solo novamente para ver a grandeza divina a revelar-se no grão, transformando-se em dadivosa espiga. Não aspiro a outra felicidade senão a de prosseguir aprendendo, semeando, louvando e servindo!
- O mensageiro espiritual abraçou-o e exclamou, chorando de júbilo:
- Venha comigo. O Senhor deseja vê-lo e ouvi-lo, porque diante do Trono Celestial apenas comparece quem procura trabalhar e servir sem recompensa.

                             
                  Chico Xavier
   (da Obra Alvorada Cristã – Esp. Neio Lucio)



Queridos amigos, que tenhamos consciência de que, por mais alto que nos levem os degraus do sucesso que possamos alcançar em nossa caminhada terrestre, se não tivermos a alma pura e o coração pleno de sentimentos de amor, solidariedade, benevolência, caridade e tantos outros valores que só enobrecem o espírito daqueles que os têm, jamais alcançaremos a suprema ventura de estarmos com Deus, quando formos chamados à pátria espiritual.
Que Jesus nos ampare e nos abençoe hoje e sempre.

Que assim seja!








sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O PONTO NEGRO



“Certo dia, um professor entrou na sala de aula e disse aos alunos para se prepararem para uma prova relâmpago. Todos se sentiram assustados com o teste que viria.

O professor entregou então, a folha com a prova virada para baixo, como era de costume...

Quando puderam ver, para surpresa de todos, não havia uma só pergunta ou texto, apenas um ponto negro no meio da folha. O professor, analisando a expressão surpresa de todos, disse: 
- Agora vocês vão escrever um texto sobre o que estão vendo.  

Todos os alunos, confusos, começaram a difícil tarefa. Terminado o tempo, o professor recolheu as folhas, colocou-se na frente da turma e começou a ler as redações em voz alta. Todas, sem exceção, definiram o ponto negro tentando dar explicações para sua presença no centro da folha. 

Após ler todas, a sala em silencio, ele disse: - Este teste não será para nota, apenas serve de aprendizado para todos nós. Ninguém falou sobre a folha em branco. Todos centralizaram suas atenções no ponto negro. 

Assim acontece em nossas vidas. Temos uma folha em branco inteira para observar, aproveitar, mas sempre nos centralizamos nos pontos negros.  A vida é um presente de Deus dado a cada um de nós, com extremo carinho e cuidado. Temos motivos para comemorar sempre. A natureza que se renova, os amigos que se fazem presentes, o emprego que nos dá sustento, os milagres que diariamente presenciamos. 

No entanto, insistimos em olhar apenas para o ponto negro. O problema de saúde que nos preocupa, a falta de dinheiro, o relacionamento difícil com um familiar, a decepção com um familiar, a decepção com um amigo. Os pontos negros são mínimos em comparação com tudo aquilo que temos diariamente, mas são eles que povoam nossa mente. 

Tire os olhos dos pontos negros da sua vida. Aproveite cada bênção, cada momento que Deus lhe dá. Creia que o choro pode durar até o anoitecer, mas a alegria logo vem no amanhecer. 
Seja feliz!”                         

                       Autor desconhecido


Por que nos atermos somente aos problemas que surgem em nossa jornada? Por que estarmos sempre "com um pé atrás" para toda e qualquer situação que nos aparece? Por que não somos capazes de desfrutar bons momentos, sem estarmos com a mente voltada para o dia seguinte, quando ainda nem sabemos o que poderá ocorrer?

Na verdade, somos condicionados a sofrer por antecipação, isto é, a vivenciarmos tudo antes do fato realmente acontecer. Em nossos dias predomina o estresse, conhecido por "mal do século XXI". O estresse nada mais é do que a somatização de sintomas desencadeados pelas preocupações constantes e permanentes que ocorrem entre as pessoas e os acontecimentos a que as mesmas estão sujeitas.

Assim, sentimos desânimo, tristeza, desamparo, desamor, etc. Tudo isto pode, inclusive, levar a sérias doenças físicas e mentais. Podemos ficar depressivos, amargos, mal-humorados, sem nos darmos conta da real causa desses sintomas.

Amigos, que tal pensar sempre no melhor? Que a vida oferece, para cada um de nós, aquilo que realmente merecemos. Que nada neste mundo ocorre por acaso e que se mantivermos, dentro de nosso coração um real sentimento de amor, tanto para nós quanto para nossos irmãos, poderemos mudar o curso das coisas.

Pensemos no fato de não estarmos a sós no mundo. Que estamos rodeados por seres iguais a nós, com os mesmos sentimentos e as
mesmas expectativas de um amanhã melhor que o hoje. Deus nos colocou no mundo para que exercitemos o amor em sua plenitude.
E é isso que Ele espera de nós. Pratiquemos a caridade na medida do possível, com a certeza de que assim agindo, estaremos doando a essencialidade de nossa alma: o amor incondicional.

Vamos procurar esquecer os pontos negros e ver a grandiosidade e a beleza que a vida proporciona a cada instante.

Que assim seja!

  











segunda-feira, 24 de outubro de 2011

UM EXEMPLO A SER SEGUIDO



“Outro dia, vi uma formiga que carregava uma enorme folha. Ela era pequena e a folha devia ter, no mínimo, dez vezes o tamanho dela. A formiga a carregava com sacrifício, ora arrastando-a, ora a levando sobre a cabeça. Quando o vento batia, a folha tombava, fazendo cair também a formiga. Foram muitos os tropeços, mas nem por isso a formiga desanimou de sua tarefa. Eu a observei e acompanhei, até que chegou próximo de um buraco, que devia ser a porta de sua casa. Foi quando pensei: “Até que enfim ela terminou seu empreendimento”. Ilusão minha. Na verdade, havia apenas terminado uma etapa.

A folha era muito maior do que a boca do buraco, o que fez com que a formiga a deixasse do lado de fora para, então, entrar sozinha. Foi aí que disse a mim mesmo: “Coitada, tanto sacrifício para nada.” Lembrei-me ainda do ditado popular: “Nadou, nadou e morreu na praia.”
 Mas a pequena formiga me surpreendeu. Do buraco saíram outras formigas, que começaram a cortar a folha em pequenos pedaços. Elas pareciam alegres na tarefa. Em pouco tempo, a grande folha havia desaparecido, dando lugar a pequenos pedaços e eles estavam todos dentro do buraco.

Imediatamente me peguei pensando em minhas experiências. Quantas vezes desanimei diante do tamanho das tarefas ou dificuldades? Talvez, se a formiga tivesse olhado para o tamanho da folha, nem mesmo teria começado a carregá-la. Invejei a persistência, a força daquela formiguinha. Naturalmente, transformei minha reflexão em oração e pedi ao Senhor:

Que me desse a tenacidade daquela formiga, para “carregar” as dificuldades do dia a dia. Que me desse a perseverança da formiga, para não desanimar diante das quedas. Que eu pudesse ter a inteligência, a esperteza dela, para dividir em pedaços o fardo que, às vezes, se apresenta grande demais. Que eu tivesse a humildade para partilhar com os outros o êxito da chegada, mesmo que o trajeto tivesse sido solitário. Pedi ao Senhor a graça de, como aquela formiga, não desistir da caminhada, mesmo quando os ventos contrários me fazem virar de cabeça para baixo, até quando, pelo tamanho da carga, não consigo ver com nitidez o caminho a percorrer.

A alegria dos filhotes que, provavelmente, esperavam lá dentro pelo alimento, fez aquela formiga esquecer e superar todas as adversidades da estrada. Após meu encontro com aquela formiga, saí mais fortalecido em minha caminhada. Agradeci ao Senhor por ter colocado aquela formiga em meu caminho ou por me ter feito passar pelo caminho dela.”

           Ninon Rose Hawryliszyn e Silva





Tal como nós, os animais também são filhos de Deus e precisam evoluir, fazendo, cada espécie, a sua parte. Para a espiritualidade, eles são considerados nossos irmãos menores. Daí a necessidade e a importância de deles cuidarmos, oferecendo-lhes carinho, proteção e amor.


Este texto nos traz um exemplo muito interessante e edificante. Por quantas vezes nos deixamos levar pela falta de perseverança, de inteligência e humildade ao nos depararmos com os problemas que enfrentamos no nosso cotidiano. Por quantas e quantas vezes, nos abatemos ao menor desafio que aparece no caminho. E em outras tantas
oportunidades abandonamos o barco, deixando como está "para ver como é que fica".


Onde está nossa coragem? E nossa força de vontade? E nossa fé? E nosso pensamento positivo de que tudo irá dar certo?
Logo, na primeira barreira a aparecer, jogamos a toalha. Por que?
Será por medo, por vergonha de errar e ser criticado? Por simples falta de coragem de enfrentar a questão, cara a cara?


Amigos, nós nunca poderemos fugir de nossas responsabilidades, nem tampouco do que nos propomos a realizar enquanto aqui estivermos, presos neste vaso carnal. Enquanto completamos nossa jornada no planeta Terra, podemos ter a certeza de que, se nos desviarmos de nossa responsabilidade, a mesma ficará acumulada para a reencarnação seguinte.


Vamos tomar o exemplo da formiga e encarar o que temos pela frente sem
medo de errar. A vida é uma oportunidade de crescimento e progresso para aqueles que sabem fazer o tema de casa. Vamos exercer nossa condição de filhos de Deus com inteligência e humildade. Vamos crescer junto com os demais e oferecer nosso ombro amigo, sempre que houver necessidade, àqueles que sofrem. Vamos por em prática nossa fé e esperança para que, possamos, à frente de grandes problemas, fazer um pouco de cada vez.


Que tenhamos a certeza de que Jesus nos observa sempre e nos abençoa, nos cobrindo com seu manto de luz.


Que assim seja!




sexta-feira, 21 de outubro de 2011

COMEÇAR DE NOVO






"Erros passados, tristezas contraídas, lágrimas choradas, desajustes crônicos!...
Às vezes, acreditas que todas as bênçãos jazem extintas, que todas as portas se mostram cerradas à necessária renovação!...
Esqueces-te, porém, de que a própria sabedoria da vida determina que o dia se refaça cada amanhã.


Começar de novo é o processo da natureza, desde a semente singela ao gigante solar.

Se experimentaste o peso do desengano, nada te obriga a permanecer sob a corrente do desencanto. Reinicia a construção de teus ideais, em bases mais sólidas, e torna ao calor da experiência, a fim de acalentá-los em plenitude de forças novas.


O fracasso visitou-nos , mas isso não é motivo para desgosto e autopiedade, porquanto, freqüentemente, o malogro de nossos anseios significa ordem do Alto para mudança de rumo, e começar de novo é o caminhar para o êxito desejado.



Temos sido desatentos, diante dos outros, cultivando indiferença ou ingratidão; no entanto, é perfeitamente possível refazer atitudes e começar de novo a plantação da simpatia, oferecendo bondade e compreensão àqueles que nos cercam.
Teremos perdido afeições que supúnhamos inalteráveis; todavia, não será justo, por isso, que venhamos a cair em desânimo.



O tempo nos permite começar de novo, na procura das nossas afinidades autênticas, aquelas afinidades suscetíveis de insuflar-nos coragem para suportar as provações do caminho e assegurar-nos o contentamento de viver.


Desfaçamo-nos de pensamentos amargos, das cargas de angústia, dos ressentimentos que nos alcancem e das mágoas requentadas no peito! Descerremos as janelas da alma para que o sol do entendimento nos higienize e reaqueça a casa íntima.



Tudo na vida pode ser começado de novo para que a lei do progresso e de aperfeiçoamento se cumpra em todas as direções.
Efetivamente, em muitas ocasiões, quando desprezamos as oportunidades e tarefas que nos são concedidas na Obra do Senhor, voltamos tarde a fim de revisá-las e reassumi-las, mas nunca tarde demais."



Emmanuel
(Do livro "Alma e Coração", psicografia de Francisco Cândido Xavier)



Quantos erros, quantas tristezas e desajustes deixamos para trás ao longo de nossas vidas pretéritas. Hoje, na certeza de poder começar de novo, abre-se um horizonte iluminado para aqueles que têm o coração puro e amoroso.
Tudo na vida tem um processo de recomeço. A natureza inteira se refaz, instante a instante, no verdadeiro e maravilhoso esplendor da vida.

Em todos os reinos hominal, animal, vegetal e mineral viceja a todo momento, a apoteose do renascimento. É algo fabuloso e fantástico, onde a renovação das espécies descortina um mundo perfeito vindo à luz continuamente, aos olhos de quem observa este fenômeno.

O responsável por tudo isso? Deus. O  Pai que deu, a cada ser criado por Ele, o dom de renovar-se e começar de novo. 
Por diversas vezes, resvalamos no caminho e caímos. Seja por culpa nossa ou pelos entraves que encontramos no trajeto. Não importa qual seja o motivo, pois o mais importante é levantarmos e acertarmos o passo novamente, buscando o retorno à trajetória de antes.


Também a intolerância com as pessoas com quem convivemos, faz com que elas procurem afastar-se de nós. O convívio torna-se frio, indiferente e o diálogo deixa de existir. Se estamos agindo dessa maneira  vamos buscar melhorar-nos , perscrutar onde estamos errados e mudar nosso pensamento, na tentativa de entrosar-nos novamente com nossos afins. Vamos começar de novo.  Aquele que, sentindo-se culpado por uma ou outra atitude, pode mudar seu modo de pensar e recriar outro ambiente através de  vibrações positivas e amor.


Seguindo sempre com otimismo e fé na seara de Jesus, tudo poderá ser alcançado novamente, mesmo depois de acharmos que perdemos a grande oportunidade de voltar atrás e recomeçar.
Desde que haja arrependimento pelo que façamos de errado ou pelo mal que possamos causar a outrem, podemos COMEÇAR DE NOVO.


Que assim seja!


domingo, 16 de outubro de 2011

CURA ESPIRITUAL




"Quantas enfermidades pomposamente batizadas
pela ciência médica não passam de estados vibracionais
da mente em desequilíbrio? 
No trato com as nossas doenças, além dos cuidados
médicos indispensáveis à nossa cura, 
não nos esqueçamos
também de que, quase sempre, a origem 
de toda enfermidade
principia nos recessos do espírito.

A doença, quando se manifesta no corpo físico, já
está em sua fase conclusiva, em seu ciclo derradeiro.
Ela teve início há muito tempo, provavelmente,
naqueles períodos em que nos descontrolamos emocionalmente, contagiados que fomos

por diversos virus potentes
e conhecidos como raiva, medo, tristeza, 

inveja, mágoa, ódio e culpa.

Como a doença vem de dentro para fora, isto é,
do espírito para a matéria, o encontro da cura
também dependerá da renovação interior do enfermo.
Não basta uma simples pintura
quando a parede apresenta trincas.
Renovar-se é o processo de consertar
nossas rachaduras internas,
é escolher novas respostas para velhas questões
até hoje não resolvidas.

O momento da doença é o momento do enfrentamento 
de nós próprios, é o momento de tirarmos 
o lixo que jogamos debaixo do tapete, é o ensejo de encararmos nossas paredes rachadas.

O Evangelho nos propõe tapar as trincas com a 
argamassa do amor e do perdão.
Nada de martírios e culpas pelo tempo 
em que deixamos a casa descuidada.
O momento pede responsabilidade de não mais 
se viver de forma tão desequilibrada.
Quem ama e perdoa vive em paz, vive sem conflitos, 
vive sem culpa.

Quando atingimos esse patamar de harmonia interior,
nossa mente vibra nas melhores frequências do equililíbrio e da felicidade, fazendo com que 

a saúde do espírito
se derrame por todo o corpo.
Vamos começar agora mesmo o nosso tratamento!"



Vinha de Luz - 
Francisco Cândido Xavier / Emmanuel


Tratamento espiritual. Há quem evite falar sobre este meio utilizado para a cura de nossos males internos, isto é, aqueles pelos quais nossa alma sofre e que, na busca de socorro, transfere para o corpo físico. Há mais de dois mil anos, quando Jesus esteve entre nós, praticou atos "milagrosos" que eram, na verdade, curas através da espiritualidade. Por onde andava, Ele realizava curas pelo poder da fé.


Nossa alma, por vezes, enfraquecida por pensamentos obscuros que povoam a mente, se ressente ante vibrações negativas que trazem, em seu bojo, questões não resolvidas e que ficam a ir e vir, fazendo com que nos desestabilizemos e, consequentemente, sintamos-nos desprotegidos.


Adoecemos e ficamos cada vez mais à mercê de agentes de baixa vibração e, sem o saber, tornamo-nos mais uma vítima de obsessores que se comprazem em destruir nossa imunidade espiritual. Em muitas ocasiões, o mal é tão grande e devastador, que
quando chegamos às mãos da medicina, não há mais o que fazer até porque, em geral, desconhecemos o poder da fé em nossa vida.


Em outras ocasiões, trava-se uma luta entre nosso emocional maltratado por sentimentos negativos, como culpa, medo,  desamor,
tristeza, etc. e a vontade e necessidade de acreditar que podemos nos curar de tudo em nossa vida, desde que haja em nosso   coração
duas grandes ferramentas necessárias a todo o ser humano:  o amor
e o perdão.


É muito pouco o que Jesus nos pede: "Amai ao próximo como a ti mesmo" e "Perdoai e serás perdoado". Com estas duas máximas, Ele disse tudo. Se todos somos irmãos, posto que provenientes de um mesmo Pai, por que cultivar em nossos corações sentimentos de vingança, de ódio, de inveja, de ciúme e outros tantos mais que,   além  de desabonar nossa conduta, ainda fazem tanto mal ao nosso espírito.


Portanto, a harmonia interior que podemos cultivar com boas ações e caridade, só nos trará alegrias e felicidade. Vamos tratar nossa alma com gotas de amor, de paz e de luz. Vamos levar às pessoas que nos cercam a expressão de nossa fé, mostrando a todos que podemos ser saudáveis se tivermos a sabedoria de viver em paz conosco e com os demais.


Se no mundo todo as criaturas, ao invés de fomentar guerras  distribuíssem o amor incondicional a todos,  a vida aqui na Terra seria um paraíso. 
Que sejamos nós a dar o passo definitivo em prol do cultivo da fé raciocinada e do amor, da esperança em dias melhores e da certeza de que Deus nos recompensará por tudo isso.


Que assim seja!





















quinta-feira, 13 de outubro de 2011

FÉ E RELIGIÃO



“Faze o exame da própria fé:
Se nas crises da vida, quando suplicas concessões especiais, em teu benefício, a tua religião te ensina que todas as criaturas são filhas do Criador, sem que te seja lícito exigir qualquer privilégio na Criação...

Se, nas atribuições de merecimento, quando rogas favores particulares para aqueles que te desfrutam os caprichos do afeto, a tua religião te aconselha a respeitar o direito dos outros...

Se, nas invasões da mentira, diante das perturbações que se distendem por gases envenenados, quando te inclinas, naturalmente, para onde te predisponham os ventos da simpatia, a tua religião te confere a precisa força moral para aceitar a verdade...

Se, no jogo dos interesses materiais, quando tentações numerosas te induzem a trapacear, em nome da inteligência, com vantagens pessoais manifestas, a tua religião te mostra o caminho do dinheiro correto, sem afastar-se do suor no trabalho e da responsabilidade no esforço próprio...

Se, nos dias amargos de humilhações, quando o orgulho ferido te sugere desespero e revide, a tua religião te recomenda humildade e abnegação com a desculpa incondicional das ofensas e esquecimento de todo o mal...

Se, nas horas de angústia, perante a morte que paira, inevitável, sobre a fronte dos entes queridos, quando a separação temporária te impele ao desânimo e a rebeldia, a tua religião te assegura a certeza da imortalidade da alma, sustentando-te a paciência e iluminando-te as esperanças...

Se, tua religião considera a felicidade do próximo acima da tua felicidade, convertendo-se em serviço incessante no bem, sob a inspiração da justiça, a tua religião é e será sempre uma luz verdadeira para o caminho, conduzindo-te a alma, degrau de entendimento e trabalho para as Esferas Superiores.

Se te declaras em ação, na Doutrina Espírita, efetivamente, a tua religião não pode ser outra. E, se dúvidas te avassalam o pensamento em matéria de crença e conduta, preconceitos e tradições, entra no mundo de ti mesmo e indaga da própria consciência qual teria sido, entre os homens, a religião de Jesus.”



Do livro Mãos Marcadas, Emmanuel, 
Francisco Cândido Xavier.





Nesse momento, estou à cabeceira de mamãe, já velhinha e doente há quase vinte anos. A equipe médica que a trata, já tirou-nos toda a expectativa de que haja reversão para o quadro apresentado pela doença física que a acomete. Já antevejo sua partida para a espiritualidade e oro a Deus para que esta partida seja tranquila e serena, porque sei que onde ela estará, não mais sentirá as dores que tanto a fazem sofrer.

Estou tranquila e tento, na medida do possível, tranquilizar meus irmãos. Minha fé em nosso Pai é imensa e não há barreiras entre esta fé e eu. Sei que todos nós, um dia, vamos deixar este mundo, posto que somos espíritos encarcerados num corpo falível que, não obstante os cuidados que damos a ele, há um tempo em que esta maravilhosa máquina precisa descansar. Aí, estaremos livres para voltar à casa de origem.

A fé, quando verdadeira não necessita ser examinada. Acreditamos e pronto. Nossa consciência é o relicário onde reside toda a nossa história. Desta e de outras vidas pretéritas, as quais estão adormecidas em nosso subconsciente. Nos momentos mais difíceis de minha vida, fui sustentada pela fé e pela esperança. Hoje, depois de tantos problemas vencidos, não questiono o poder da fé, nem de minha religião.

Foi, através do Espiritismo, que aprendi a ser o que sou - uma pessoa realizada emocionalmente, muito mais humana do que era, mais consciente de meus atos, mais tranquila, enfim, sou alguém que pode se sentir em paz com a consciência. O mundo material não me atrai a ponto de fazer-me escrava de bens inalcançáveis. Deus reservou para mim uma vida digna e é o que me basta.

Bens materiais nos ajudam muito durante nossa estada aqui neste mundo. Mas, sabendo de sua efemeridade, não é o mais importante fator que vai nos fazer mais ou menos felizes. Há coisas muito mais importantes para nos preocuparmos. A família, a saúde, a paz de espírito, a educação dos filhos dentro e fora do lar, o trabalho, o lazer, os amigos, etc.


A fé raciocinada é aquela que, mesmo sendo um atributo abstrato no ser humano, faz-se concreto pela forma como esse ser se comporta, mostrando os verdadeiros valores morais que compõem sua conduta de vida. Somos assediados constantemente, em nosso dia a dia, por modelos de comportamento alheios à real condição de filhos de Deus em evolução.


Estes assédios são constatados através de programas de TV, revistas, cinema, livros inadequados à boa leitura, e uma diversidade de outras coisas que tanto abalam a estrutura mental das criaturas, principalmente das nossas crianças que, nem sempre bem instruídas pela família, acabam por ceder aos chamamentos do desconhecido. 


É necessário que mostremos às crianças de hoje, adultos do amanhã, o real perigo no aprendizado errôneo sobre amor, sexo e coisas do gênero, fantasiados, muitas vezes de formas grotescas e animalizadas. Somente a educação, dentro dos parâmetros corretos da vida, poderá dar o preparo condizente à moral e aos bons costumes, indispensáveis à criatura em formação.


Aí entra, também, a religiosidade. São nestes momentos que se firma o caráter, a bondade e o amor no coração daquele pequeno ser que caminha para o crescimento sadio, tornando-se no futuro, um adulto com bases sólidas em seus pensamentos e ações perante a vida. O equilíbrio emocional é fator importante para a construção de uma mente sadia e de um coração amoroso.


Que nossos mentores espirituais nos abençoem e nos mostrem o melhor caminho a seguir nesta jornada que ora fazemos no mundo. Que nos dêem
luz, amor, compreensão e caridade para que possamos distribuir a nossos irmãos.


Que assim seja!
  





domingo, 9 de outubro de 2011

DESFORÇO


Fere, profundamente, o sentimento e a razão, a injustiça.
Magoa, sem dúvida, a agressão injustificável.
A rede das maldades, quando envolve alguém, asfixia-o e aflige-o.
São muitos os fatores e acontecimentos que surgem à frente, obstaculizando a tua marcha.
Não o deplores, nem revides deixando-te empolgar pelo anseio do desforço.



Os outros, os infelicitadores, já são infelizes sem que lhes aumentes a carga de desar com os revides e a vingança, tão covardes e insensatos quanto as más ações danosas.
Certamente, não mereces muitas dessas dores, pelo menos na atual conjuntura e na forma como te alcançam...
Sem embargo, não és viajor de primeira experiência, incurso num passado que te serve de base para o presente.
Como deves lutar para modificar, nas causas, os efeitos perniciosos que afetam a muitas outras criaturas, não te é lícita a ação ignóbil de vingança.
Só os homens de pequeno porte moral se desforçam, tombando em fosso mais profundo do que aquele em que se encontra o seu perseguidor.



Se desculpas o acusador, és melhor do que ele.
Se perdoas o inimigo, te encontras em mais feliz situação do que a dele.
Se ajudas a quem te fere, seja por qual motivo for, lograste ser um homem de bem, um verdadeiro cristão.
Desforço, jamais!



Divaldo P. Franco.
 Episódios Diários, ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.



Quando nos encontramos na condição de acusado, seja por meio de palavras, atos ou por qualquer tipo de discriminação, não devemos nos quedar diante dessas ofensas. Tendo como guia nossa consciência, é necessário que compreendamos nosso acusador como alguém, cujo espírito encontra-se em processo doentio, guiado pela insensatez e pelo desvario de quem é assediado por almas sem amor e sem luz.

Muito mais forte ficamos, ao acercarmo-nos da justiça divina, crendo que nela encontraremos abrigo para suportar determinados comportamentos de nossos desafetos. Muitas vezes, as dores morais advindas desse tipo de problemas têm, nas criaturas atingidas por tais fatos, uma receptividade causando-lhes males, inclusive, físicos. 

Tal receptividade redunda da falta de conhecimento de como se processam estes assédios por parte de obsessores que, por motivos diversos, tentam levar avante seu ódio, sua inveja e sua maldade. Não é de hoje que isso acontece. Se estudarmos a história dos povos, desde a antiguidade, veremos que estes acontecimentos sempre foram corriqueiros. Podemos, inclusive, ter como exemplo, Jesus. 

Naquela época, o Cristo, com suas idéias de liberdade e justiça para com os mais fracos e sofridos, era tido como um usurpador dos poderes daqueles que os detinham. Nunca antes, alguém se atrevera a sair em praça pública a pregar o bem, a caridade, a paz e o amor. E mais, aquele que foi o Mestre dos Mestres, usava sua bondade infinita e seu amor pelos homens, saindo a curar os doentes e dar-lhes guarida em seu coração.

Diante disto, muito foi acusado pelos poderosos da época. Foi chamado de louco, insultado, obrigado a carregar uma cruz sob martírios e dores e, por último, pregado na mesma, entre dois ladrões. Sofrendo e chorando, viu Sua mãe a Seus pés, sentindo as mesmas dores que seu filho sentia.

Porém, Jesus os perdoou, dizendo: "- Pai, perdoa-lhes, pois eles não sabem o que fazem." E foi assim que recebemos o maior exemplo de humildade e amor ao próximo. Dessa forma, Jesus mostrou-nos a importância do perdão. Aquele perdão que é dado do fundo do coração, aquele do qual não resta mágoa nem dor. Aquele que se transforma em puro amor, doce e sincero.

Na caminhada de cada dia, nos defrontamos com toda a sorte de problemas que nos afetam das mais diversas maneiras. Se formos levar em consideração tudo o que de mal recebemos, seríamos um poço de sofrimentos, recalques e frustrações. Porém, sabemos que, se assim agirmos, estaremos nos aliando aos nossos desafetos e fazendo parte   da
negatividade própria daquelas mentes doentias.

A prece, a fé, a fortaleza de espírito, nos leva a enriquecer nossas almas, tornando-as fortes e bloqueadas a qualquer tipo de assédio de nossos irmãos que vagam na erraticidade espiritual. Assim, nada nos poderá atingir. Abastecidos pelo amor, pelo ato de perdoar, pela prática da caridade, pela benevolência e fraternidade, estaremos erguendo a mesma bandeira de Jesus - paz e amor aos homens de boa vontade.

Que sejamos humildes, que amemo-nos uns aos outros e que façamos a lição de casa, tão necessária ao nosso crescimento moral e espiritual, lembrando sempre o exemplo de Jesus.

Que assim seja! 

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

CIÊNCIA E VIDA



"No mundo, possuímos centrais elétricas  que asseguram
a iluminação de grandes cidades. Impossível, no entanto, olvidar os milhões de criaturas
que ainda se debatem nas trevas da ignorância.  


Dispomos de usinas poderosas que geram forças indispensáveis à manutenção do trabalho
em largas faixas do Globo. Forçoso lembrar, porém, que surpreendemos,
em toda parte, legiões de pessoas tombadas
em desânimo ou desespero,
a caminho da criminalidade ou do suicídio, à míngua de energia espiritual.  


Realizamos, com êxito, a ablação de tumores malignos. Necessário, todavia,
observar que ainda não sabemos como impedir a formação dos quistos
de ódio que infelicitam as almas. 


Construímos palácios de moradia com todos os apetrechos da civilização.
Imperioso, entretanto, anotar que em nenhuma época do passado, tivemos que facear
tantos processos de angústia e de obsessão. 


Num átimo, escutamos essa ou aquela mensagem, expedida sem fio, de ponta a ponta do Planeta.
Quase sempre, contudo, ignoramos de que modo ouvir, com serenidade e proveito,
as queixas do próximo em sofrimento. 


Transita-se agora da Terra para a Lua, ultrapassando-se as barreiras da gravitação.
No entanto, muito de raro em raro, aprendemos a superar as trincheiras
da indiferença ou da aversão para viajar de uma casa para outra ou de nossa alma 
para outra alma, a serviço da paz. 


Ciência e vida; bendita seja a inteligência que esculpe as técnicas avançadas do progresso,
responsáveis pelas novas facilidades humanas.  Entretanto, é preciso reconhecer que
sem Jesus Cristo aplicado à nossa própria vida, estaremos sempre andrajosos e famintos de coração." 


                                                  Emmanuel

             Do livro "Paz e Renovação", de Francisco Cândido Xavier.                               


A ciência avança, em grande velocidade, em todas as áreas do conhecimento humano. Hoje, já estamos a um passo de descobrir, por exemplo, através do estudo da Genética, a possibilidade de recriar novos órgãos humanos, por meio da utilização de células-tronco. Não obstante este  avanço conjugado à tecnologia de ponta que assistem a estas descobertas, muito ainda fica a desejar quando se fala em ciência versus vida.

Há poucos dias atrás, uma notícia na mídia  trouxe um índice traumático para aquelas pessoas que necessitam de órgãos para voltar a ter uma qualidade de vida padrão. Cai aceleradamente o número de doações de órgãos, por causas ainda pouco conhecidas. As filas de espera aumentam a cada dia, enquanto as doações diminuem acentuadamente.

Enquanto o mundo rompe estas barreiras, dando sinais evidentes de que a inteligência humana amplia seus horizontes a favor do próprio ser, por outro lado, constatamos o triste e melancólico afastamento de Deus. Tomado pelo orgulho e vaidade, o homem sente-se o todo-poderoso e desafia seu Criador, ao renegar, inclusive, sua origem de alma imortal e sujeita à quitação de débitos que se arrastam por vidas passadas e que, um dia, haverão de ser pagos.

Já fomos à Lua na certeza de que lá, encontraríamos vida como a nossa. Já tentou-se chegar a outros planetas, julgando descobrir o que ainda é e será por muito tempo, um mistério insondável. Não somos os únicos seres no Universo. Jesus já dizia que "há muitas moradas na casa de meu Pai".  Mas, para o homem, cujo orgulho e soberba se sobrepujam à espiritualização da matéria, esta é uma questão incompreensível pela pequenez de seu comportamento consciencial diante destes fatos.

As trevas da ignorância levam o homem à descrença e ao abandono de viver em paz com o mundo que o cerca. A energia de que o ser humano necessita está dentro dele próprio - é a luz que emana da fé raciocinada, cujo cultivo lhe fornece a força necessária para promover a cura de seus males físicos e psíquicos e que, se mantida e renovada sempre, lhe garantirá amar ao próximo como a si mesmo e exercitar a caridade, essencial fator para a interação com seus irmãos. 

Precisamos parar a azáfama de nossa vida para ter ouvidos de ouvir e assim, preocupar-nos com nossos irmãos e suas dores que, no fundo, também são nossas. É mister que desatemos os nós da intolerância para buscarmos, na prece e no amor incondicional, aquele companheiro de jornada que, como nós, tropeça, cai e levanta-se, para dar continuidade à caminhada.

Que a ciência aliada à vida nos traga o progresso espiritual e a evolução, tão necessária à realização do que projetamos na eternidade para ser realizado aqui neste planeta. E que sejamos nós, os executores das virtudes que elevam nossa alma imortal até o momento de deixarmos a morada física e entregarmo-nos a Deus.

Que assim seja!